HOJE DE MANHÃ
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte,
varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
segunda-feira, abril 25, 2005
sábado, abril 23, 2005
Ser ou sido...
O que seria da vida sem ao menos um olhar meio cego?...Uma risada gostosa?...Um carinho arranhado?...Um beijo no canto da boca? Sabe?!?!? É... Aquele que bate na trave... Aquele que você fica imaginando: "Hummm...Quase. Mas na próxima! Não me escapa."
Este é um dos melhores...
Bom, mas o que "seria" da vida? Será até onde nós, homens e mulheres do século 21, vamos parar, vamos chegar, vamos sentir, vamos sorrir? Quando vejo meninas de 14 anos fumando e bebendo, desanimo com certas coisas. Acho que sou muito conservador pra minha época. Mas calma lá. Que época?
Uma época onde tudo na vida se torna passageiro. Tudo na vida se torna vago para várias pessoas. Você não se torna mais eternamente responsável por aquilo que cativas. Você não se torna mais conveniente para certos tipos de atitudes.
É muito fácil falar de coisas desagradáveis. Coisas que você acha que nunca vai dar certo. Mas é muito bom quando nós nos encontramos. Encontramos "coisas boas" da vida. Nós começamos a perceber que a vida não pode ser só isso. Que a vida não pode ser só levantar, tomar café da manhã, ir para o trabalho, brigar no trânsito, trabalhar, voltar pra casa, brigar de novo no trânsito e ser nós mesmos. Não!!! Não pode ser só isso. Não é só isso.
Entendeu? Não! Bem, o que eu estou tentando passar, é que existe um mundo lá fora. Não um mundo pra fora do jardim ou de fora da varanda. Um mundo cheio de pessoas, coisas, parques de diversões, tédios, campanhias, abismos e samba. Que não pode ser apenas sexo, amor e traição. Ou apenas mentiras, trapaças e dois canos fumegantes.
Falando sério, sério mesmo, a vida seria uma merda se fosse só isso. Seria apenas vida! Mesmo vivendo apenas uma vez, seria interessante viver pra viver e não por viver. É isso que devemos tentar seguir. É isso que quero buscar. Conservador ou não, viver ou não, ser ou sido, com o perdão da expressão: FODA-SE. Quero sim uma risada gostosa, quero sim um carinho arranhado, quero sim um olhar meio cego, quero sim beijos no canto da boca.
A inquietude da vida que espere, pois a esperança de um amanhã é silenciosa.
Esdras
obs: Um beijão a minha amiga Nair.
Este é um dos melhores...
Bom, mas o que "seria" da vida? Será até onde nós, homens e mulheres do século 21, vamos parar, vamos chegar, vamos sentir, vamos sorrir? Quando vejo meninas de 14 anos fumando e bebendo, desanimo com certas coisas. Acho que sou muito conservador pra minha época. Mas calma lá. Que época?
Uma época onde tudo na vida se torna passageiro. Tudo na vida se torna vago para várias pessoas. Você não se torna mais eternamente responsável por aquilo que cativas. Você não se torna mais conveniente para certos tipos de atitudes.
É muito fácil falar de coisas desagradáveis. Coisas que você acha que nunca vai dar certo. Mas é muito bom quando nós nos encontramos. Encontramos "coisas boas" da vida. Nós começamos a perceber que a vida não pode ser só isso. Que a vida não pode ser só levantar, tomar café da manhã, ir para o trabalho, brigar no trânsito, trabalhar, voltar pra casa, brigar de novo no trânsito e ser nós mesmos. Não!!! Não pode ser só isso. Não é só isso.
Entendeu? Não! Bem, o que eu estou tentando passar, é que existe um mundo lá fora. Não um mundo pra fora do jardim ou de fora da varanda. Um mundo cheio de pessoas, coisas, parques de diversões, tédios, campanhias, abismos e samba. Que não pode ser apenas sexo, amor e traição. Ou apenas mentiras, trapaças e dois canos fumegantes.
Falando sério, sério mesmo, a vida seria uma merda se fosse só isso. Seria apenas vida! Mesmo vivendo apenas uma vez, seria interessante viver pra viver e não por viver. É isso que devemos tentar seguir. É isso que quero buscar. Conservador ou não, viver ou não, ser ou sido, com o perdão da expressão: FODA-SE. Quero sim uma risada gostosa, quero sim um carinho arranhado, quero sim um olhar meio cego, quero sim beijos no canto da boca.
A inquietude da vida que espere, pois a esperança de um amanhã é silenciosa.
Esdras
obs: Um beijão a minha amiga Nair.
domingo, abril 17, 2005
Homenagem ao Seu João...
Bom galera, este é um poema que meu Vô João declamava (muito bem por sinal) quando era vivo! Pelo que me contam era um momento de muita emoção e sentimento! Infelizmente, eu não cheguei a conhece-lô. Tinha 1 ano de vida quando ele foi para ao lado do Pai.
Mas só de ler já dá para perceber de onde vem esta minha admiração pela poesia.
Espero que gostem...
beijos a todos.
Esdras Fernandes
Orgulho e Renuncia
Não penses que a mentira me consola:
Parte em silêncio, será bem melhor...
Se tudo terminou, a tua esmola
Meu sofrimento ainda fará maior...
Não te condeno, nem te recrimino
Ninguém tem culpa do que aconteceu...
Nem posso contrariar o meu destino
Nem tu podias contrariar o teu!
Sofro, que importa? mas não te censuro,
o inevitável quando chega é assim,
e se esse amor não devia ter futuro,
foi bem melhor precipitar seu fim...
Não te condeno , nem te recrimino
Tinha que ser, tudo acabou, morreu!
cada qual traz do berço o seu destino
e esse final bem doloroso, é o meu!
Estranho, é que a afeição quando se acabe
traga inútil consolo ao nosso fim...
Quando penso que ainda ontem, - Quem sabe?
Tenha sentido algum amor por mim
Não procures mentir. Compreendo tudo.
Tudo por si, justificado está:
não tens culpa se te amo... se me iludo...
Se a vida para mim é que foi má...
Vês? - Meus olhos chorando estão contentes!
Não fales nada. Vai! Ninguém te obriga
a dizeres aquilo que não sentes,
nem eu preciso disto minha amiga...
Parte, e que nunca sofrer alguém te faça
o que sofri com teu ingênuo amor;
- pensa que tudo morre, tudo passa,
que hei de esquecer-te, seja como for...
Pensa que tudo foi uma tolice...
Só mais tarde, bem sei, compreenderás
as palavras de dor que não te disse
e outras, de amor... Que não direi jamais!
Poema de JG. de Araújo Jorge 1938
Mas só de ler já dá para perceber de onde vem esta minha admiração pela poesia.
Espero que gostem...
beijos a todos.
Esdras Fernandes
Orgulho e Renuncia
Não penses que a mentira me consola:
Parte em silêncio, será bem melhor...
Se tudo terminou, a tua esmola
Meu sofrimento ainda fará maior...
Não te condeno, nem te recrimino
Ninguém tem culpa do que aconteceu...
Nem posso contrariar o meu destino
Nem tu podias contrariar o teu!
Sofro, que importa? mas não te censuro,
o inevitável quando chega é assim,
e se esse amor não devia ter futuro,
foi bem melhor precipitar seu fim...
Não te condeno , nem te recrimino
Tinha que ser, tudo acabou, morreu!
cada qual traz do berço o seu destino
e esse final bem doloroso, é o meu!
Estranho, é que a afeição quando se acabe
traga inútil consolo ao nosso fim...
Quando penso que ainda ontem, - Quem sabe?
Tenha sentido algum amor por mim
Não procures mentir. Compreendo tudo.
Tudo por si, justificado está:
não tens culpa se te amo... se me iludo...
Se a vida para mim é que foi má...
Vês? - Meus olhos chorando estão contentes!
Não fales nada. Vai! Ninguém te obriga
a dizeres aquilo que não sentes,
nem eu preciso disto minha amiga...
Parte, e que nunca sofrer alguém te faça
o que sofri com teu ingênuo amor;
- pensa que tudo morre, tudo passa,
que hei de esquecer-te, seja como for...
Pensa que tudo foi uma tolice...
Só mais tarde, bem sei, compreenderás
as palavras de dor que não te disse
e outras, de amor... Que não direi jamais!
Poema de JG. de Araújo Jorge 1938
sábado, abril 16, 2005
O Eu Profundo de Fernando Pessoa
O cara traduzido para o Inglês:
Pessoa, the traditionalist, in the well-known "Autopsychography":
The poet is a faker
The poet is a faker
Who's so good at his act
He even fakes the pain
Of pain he feels in fact.
PREDOMÍNIO DO SENTIDO INTERIOR
Era eu um poeta estimulado pela filosofia e não um filósofo com faculdades poéticas. Gostava de admirar a beleza das coisas, descobrir no imperceptível, através do diminuto, a alma poética do universo.
A poesia da terra nunca morre. Podemos dizer que as eras passadas foram mais poéticas, mas não podemos dizer (...)
A poesia encontra-se em todas as coisas - na terra e no mar, no lago e na margem do rio. Encontra-se também na cidade - não o neguemos - é evidente para mim, aqui, enquanto estou sentado, há poesia nesta mesa, neste papel, neste tinteiro; há poesia no barulho dos carros nas ruas, em cada movimento diminuto, comum, ridículo, de um operário, que do outro lado da rua está pintando a tabuleta de um açougue.
Meu senso íntimo predomina de tal maneira sobre meus cinco sentidos que vejo coisas nesta vida - acredito-o - de modo diferente de outros homens. Há para mim - havia - um tesouro de significado numa coisa tão ridícula como uma chave, um prego na parede, os bigodes de um gato. Há para mim uma plenitude de sugestão espiritual em uma galinha com seus pintinhos, atravessando a rua, com ar pomposo. Há para mim um significado mais profundo do que as lágrimas humanas no aroma do sândalo, nas velhas latas num monturo, numa caixa de fósforos caída na sarjeta, em dois papéis sujos que, num dia de ventania, rolarão e se perseguirão rua abaixo. É que a poesia é espanto, admiração, como de um ser tombado dos céus, a tomar plena consciência de sua queda, atônito diante das coisas. Como de alguém que conhecesse a alma das coisas, e lutasse para recordar esse conhecimento, lembrando-se de que não era assim que as conhecia, não sob aquelas formas e aquelas condições, mas de nada mais se recordando.
Fernando Pessoa
em "O Eu Profundo".1910
quinta-feira, abril 14, 2005
Hoje é dia de música!!!
"Eu te amo"
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
( Tom Jobim)
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
terça-feira, abril 12, 2005
Alguns "pedaços" de textos....
Achei estes fragmentos de textos na página de uma amiga!!
Sensacional...
Esdras Fernandes
"(...) Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas, Quanto mais personalidades eu tiver, Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver, Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas, Quanto mais unificadamente diverso, dispersamente atento, Estiver, sentir, viver, for, Mais possuirei a existência total do universo, Mais completo serei pelo espaço inteiro afora (...)" Fernando Pessoa
"... há sem dúvidas quem ame o infinito, há sem dúvidas quem deseje o possivel, há sem dúvidas quem nao queira nada. Há 3 tipos de idealistas, e eu, nenhum deles, Porque amo infinitamente o finito, porque desejo impossivelmente o possivel, pq quero tudo, ou um pouco mais, se puder, ou até mesmo se não puder..." Fernando Pessoa
"Sentir tudo de todas as maneiras, Viver tudo de todos os lados, Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos..." Fernando Pessoa
" Multipliquei-me, para me sentir, Para me sentir, precisei sentir tudo, Transbordei, não fiz senão extravasar-me, Despi-me, entreguei-me, E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente" Fernando Pessoa
" Estou felizmente mais louca e minha ignorância aumenta. A diferença entre o louco e o não-louco é que o não-louco não diz nem faz as coisas que pensa" Clarice Lispector
Sensacional...
Esdras Fernandes
"(...) Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas, Quanto mais personalidades eu tiver, Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver, Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas, Quanto mais unificadamente diverso, dispersamente atento, Estiver, sentir, viver, for, Mais possuirei a existência total do universo, Mais completo serei pelo espaço inteiro afora (...)" Fernando Pessoa
"... há sem dúvidas quem ame o infinito, há sem dúvidas quem deseje o possivel, há sem dúvidas quem nao queira nada. Há 3 tipos de idealistas, e eu, nenhum deles, Porque amo infinitamente o finito, porque desejo impossivelmente o possivel, pq quero tudo, ou um pouco mais, se puder, ou até mesmo se não puder..." Fernando Pessoa
"Sentir tudo de todas as maneiras, Viver tudo de todos os lados, Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo, Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos..." Fernando Pessoa
" Multipliquei-me, para me sentir, Para me sentir, precisei sentir tudo, Transbordei, não fiz senão extravasar-me, Despi-me, entreguei-me, E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente" Fernando Pessoa
" Estou felizmente mais louca e minha ignorância aumenta. A diferença entre o louco e o não-louco é que o não-louco não diz nem faz as coisas que pensa" Clarice Lispector
segunda-feira, abril 11, 2005
Não tem jeito mesmo!!! O cara é bom!!!
"...Andei, andei, andei..."
hehe...
Pois é li, li, li e não tem jeito....acabo voltado ao Poeta!
Bem, aqui vai uma parte da poesia de Vinícius...
A poesia é linda e representa perfeitamente como e o por que do folclore brasileiro!!
Se você tiver um tempinho, entre no site: www.viniciusdemoraes.com.br e procure...
Balada do morto vivo
Abração a todos!
Paz e bem!
Esdras Fernandes
...Efetivamente o Bill
Talvez devido à friagem
Que crepitava do rio
Voltara dessa viagem
Muito branco e muito frio.
"Tenho nada, minha nega
Senão fome e amor ardente
Dá-me um trago de aguardente
Traz o pão, passa manteiga!
E aproveitando do ensejo
Me apaga esse lampião
Estou morrendo de desejo
Amemos na escuridão!"
Embora estranhando um pouco
A atitude do marido
Lunalva tira o vestido
Semilouca de paixão.
Tatiana, naquele instante
Deitada naquela cama
Lunalva se surpreendeu
Não foi mulher, foi amante
Agiu que nem mulher-dama
Tudo o que tinha lhe deu.
No outro dia, manhãzinha
Acordando estremunhada
Lunalva soltou risada
Ao ver que não estava o Bill.
hehe...
Pois é li, li, li e não tem jeito....acabo voltado ao Poeta!
Bem, aqui vai uma parte da poesia de Vinícius...
A poesia é linda e representa perfeitamente como e o por que do folclore brasileiro!!
Se você tiver um tempinho, entre no site: www.viniciusdemoraes.com.br e procure...
Balada do morto vivo
Abração a todos!
Paz e bem!
Esdras Fernandes
...Efetivamente o Bill
Talvez devido à friagem
Que crepitava do rio
Voltara dessa viagem
Muito branco e muito frio.
"Tenho nada, minha nega
Senão fome e amor ardente
Dá-me um trago de aguardente
Traz o pão, passa manteiga!
E aproveitando do ensejo
Me apaga esse lampião
Estou morrendo de desejo
Amemos na escuridão!"
Embora estranhando um pouco
A atitude do marido
Lunalva tira o vestido
Semilouca de paixão.
Tatiana, naquele instante
Deitada naquela cama
Lunalva se surpreendeu
Não foi mulher, foi amante
Agiu que nem mulher-dama
Tudo o que tinha lhe deu.
No outro dia, manhãzinha
Acordando estremunhada
Lunalva soltou risada
Ao ver que não estava o Bill.
sábado, abril 09, 2005
Tem dia que não"estão" nem aí!
" Ser feliz não me traz sentimento de culpa.
Não preciso da tristeza
Para justificar a inutilidade da vida.
Não preciso morrer e
Ir ao céu
Para encontrar a felicidade.
Quero-a e tenho-a
Neste espaço terreno
Do aqui e do agora.
A felicidade,
Tal e qual, o amor
Está dentro de mim
E transborda
Em ternuras,
Em melodias,
Em carinhos,
Em alegrias,
Em cantos e encantos.
Sou feliz e não preciso me justificar.
Sorrio sem ver passarinho verde.
Não tenho medo de ser feliz .
Faço minha estrela brilhar.
Sem receio dos encontros, desencontros, encantos e
Desencantos que o amor me diz."
(Drummond)
Não preciso da tristeza
Para justificar a inutilidade da vida.
Não preciso morrer e
Ir ao céu
Para encontrar a felicidade.
Quero-a e tenho-a
Neste espaço terreno
Do aqui e do agora.
A felicidade,
Tal e qual, o amor
Está dentro de mim
E transborda
Em ternuras,
Em melodias,
Em carinhos,
Em alegrias,
Em cantos e encantos.
Sou feliz e não preciso me justificar.
Sorrio sem ver passarinho verde.
Não tenho medo de ser feliz .
Faço minha estrela brilhar.
Sem receio dos encontros, desencontros, encantos e
Desencantos que o amor me diz."
(Drummond)
quinta-feira, abril 07, 2005
Cara...muito bom mesmo!!! Enjoy!!!
She Walks In Beauty
Lord Byron
She walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellowed to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.
One shade the more, one ray the less,
Had half impaired the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.
And on that cheek, and o'er that brow,
So soft. so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent.
Lord Byron's Life and Poetry
Lord Byron
She walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellowed to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.
One shade the more, one ray the less,
Had half impaired the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.
And on that cheek, and o'er that brow,
So soft. so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent.
Lord Byron's Life and Poetry
segunda-feira, abril 04, 2005
Mudando de foco!!!
Meu anjo
Álvares de Azevedo
Meu anjo tem o encanto, a maravilha,
Da espontânea canção dos passarinhos;
Tem os seios tão alvos, tão macios
Como o pêlo sedoso dos arminhos.
Triste de noite na janela a vejo
E de seus lábios o gemido escuto.
É leve a criatura vaporosa
Como a froixa fumaça de um charuto.
Parece até que sobre a fronte angélica
Um anjo lhe depôs coroa e nimbo...
Formosa a vejo assim entre meus sonhos
Mais bela no vapor do meu cachimbo.
como o vinho espanhol, um beijo dela
Entorna ao sangue a luz do paraíso.
Dá morte num desdém, num beijo vida,
E celestes desmaios num sorrizo!
Mas quis a minha sina que seu peito
Não batesse por mim nem um minuto,
E que ela fosse leviana e bela
Como a leve fumaça de um charuto!
Álvares de Azevedo
Meu anjo tem o encanto, a maravilha,
Da espontânea canção dos passarinhos;
Tem os seios tão alvos, tão macios
Como o pêlo sedoso dos arminhos.
Triste de noite na janela a vejo
E de seus lábios o gemido escuto.
É leve a criatura vaporosa
Como a froixa fumaça de um charuto.
Parece até que sobre a fronte angélica
Um anjo lhe depôs coroa e nimbo...
Formosa a vejo assim entre meus sonhos
Mais bela no vapor do meu cachimbo.
como o vinho espanhol, um beijo dela
Entorna ao sangue a luz do paraíso.
Dá morte num desdém, num beijo vida,
E celestes desmaios num sorrizo!
Mas quis a minha sina que seu peito
Não batesse por mim nem um minuto,
E que ela fosse leviana e bela
Como a leve fumaça de um charuto!
quinta-feira, março 31, 2005
Fernando Pessoa
Deve chamar-se tristeza
Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.
Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.
Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó.
Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.
Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.
Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó.
quarta-feira, março 30, 2005
Tô te falando...o Amor não existe!!!
A PESSOA ERRADA
Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,querendo,conseguindo
E só assim
É possível chegar aquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças a Deus deu tudo certo"
Quando na verdade
Tudo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...
(Luis Fernando Verissimo)
Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,querendo,conseguindo
E só assim
É possível chegar aquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças a Deus deu tudo certo"
Quando na verdade
Tudo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...
(Luis Fernando Verissimo)
Falta do que fazer...
Bom, estava num sono ferrado. Daí resolvi "inventar" de ver coisas no qual eu não estou NEM aí e que NÃO estou NEM UM POUCO preocupado...mas...hehe...
Cara, meu horóscopo de hoje...é mole?!?!?!
ai ai...falta do que fazer!!! é FODA!!! Vai estudar vagabundo...
Quarta, 30 de março de 2005
Não é bacana ser bacana? Mostre que você sabe ganhar com graça e que não precisa tripudiar o perdedor. Seus inimigos adorariam vê-lo falhar. Seus amigos gostam de você, mas estão muito envolvidos em suas próprias questões para se envolverem nas suas cruzadas por um mundo melhor. Você é quem decide se seu barco vai flutuar ou afundar.
Cara, meu horóscopo de hoje...é mole?!?!?!
ai ai...falta do que fazer!!! é FODA!!! Vai estudar vagabundo...
Quarta, 30 de março de 2005
Não é bacana ser bacana? Mostre que você sabe ganhar com graça e que não precisa tripudiar o perdedor. Seus inimigos adorariam vê-lo falhar. Seus amigos gostam de você, mas estão muito envolvidos em suas próprias questões para se envolverem nas suas cruzadas por um mundo melhor. Você é quem decide se seu barco vai flutuar ou afundar.
terça-feira, março 29, 2005
Honestamente?!?!?
Cara, cansei...
Porra, cansei de sonhar um mundo de nunca vou ter!
Cansei de mentiras, trapaças e dois canos fumegantes!
Cansei de estar onde não estou!!
Cansei de ações precipitadas e ansiedades medíocres...
Cansei de ficar cansado...
Revoltado?!?! Eu?!?! bom....parece que sim! Mas por que não?
Elogio da mentira
Dizer a verdade pode até ser uma virtude, mas virtude maior ainda é não dizer sempre a verdade. Quem nunca fez um elogio por pura cortesia que atire a primeira pedra. Os mais eufemistas dizem que contam apenas mentirinhas brancas, que não fazem mal a ninguém. Mas mentira é mentira. Não importa a cor.Apesar de não sermos educados para mentir, devíamos, ao menos, sofrer julgamento - já que ninguém está imune a isso - mais condescendente quando contamos uma mentirinha. Sim, porque da mentira ninguém escapa: ou o indivíduo é vítima de uma ou é o propagador dela. O que prova que a mentira está sempre presente em nossas vidas, introjetada em todos nós. O que não é tão condenável porque a verdade não seria uma virtude se não existisse a mentira. Então, se uma depende da outra, elas podem coabitar pacificamente um mesmo corpo, ou melhor, um mesmo conjunto de valores morais e éticos sem, necessariamente, se auto-excluírem. É possível que o vírus mentiri - cientificamente, a mentira deve receber uma nomenclatura similar a essa - já nos seja transmitido em nossa fase uterina pelo cordão umbilical porque aprendemos a mentir desde cedo. Quando bebês ainda. O choro de manha não é nada menos que indicação contrária à realidade. Isto é, mentira não-dita, mas encenada.Ao crescermos um pouquinho mais, aprendemos a fingir. Quando percebemos que uma farsa pode nos render mimos, guloseimas, brinquedos... fingimos que aquele resfriadinho besta é bem mais grave do que os adultos podiam supor. Mais premeditado que a manha, fingimento é uma variação da mentira também.Ao freqüentarmos a escola, aprendemos a mentir em meio coletivo. Afinal, a função social da escola é essa: prepararnos para o convívio com outras pessoas que não nossa família. Enganamos nossos pais sobre nossas faltas e notas; aprendemos a falar mal do coleguinha, fazendo afirmações infundadas; negamos ter "colado" na prova... Enganar, falar mal sem fundamento e negar a verdade são diversas ações denotadas por verbos, simbolizando mentira, o substantivo. Na adolescência, começamos a namorar, o que significa acreditarmos que já estamos aptos a fazer tipo, disfarçar emoções, esconder ciúme e jurar fidelidade. Realmente, a mentira possui várias facetas.No momento em que acreditamos ter alcançado a maturidade - lá pelos catorze, quinze anos -, nos tornamos mais ardilosos. É a fase em que queremos nos assumir como adultos para namorar, sair com a galera para curtir a night e, ao mesmo tempo, avocar nossa condição infantil quando os assuntos em pauta são: trabalho, responsabilidade e pagamento de contas. Puro ardil. Ardileza é a mentira combinada com estratagemas, também conhecida por astúcia.A omissão merece um parágrafo à parte. Essa é a variação da mentira que nos deixa mais confortáveis. É difícil precisar em que época de nossas vidas ela se infiltra, instalando-se. A ausência de ação nos faz acreditar que não temos responsabilidade com o assunto. Os juristas consideram a omissão como "ato ou efeito de não fazer aquilo que moral ou juridicamente se devia fazer". Logo, a ausência de ação (não-ato) se transforma em ato de não fazer, ou seja, não fazemos e fazemos não fazer?!! Que complexo! E tudo isso sob a égide da moralidade, que nos pressiona e controla, e sob a ótica jurídica, com a qual devemos tomar muito cuidado. Enfim, a omissão não é tão irrelevante quanto aparenta. Parece mais uma armadilha. Nada como a mentira pura e simples.Depois dos 18 anos, a mentira entra na fase adulta e começa a pesar em nossas costas. E, a partir de então, passamos a ser legalmente responsáveis pelo que fazemos e o que dizemos tem importância maximizada. Mas aí já é tarde demais, devido ao uso exagerado e perpetuado no decorrer dos anos, aquela que é conhecida por ter pernas curtas já está arraigada em nossa personalidade e nos acompanha por todos os ambientes. E assim, à medida que avançamos na idade, nos enroscamos mais na envolvente teia da mentira e retrocedemos na prática de dizer a verdade.Por tudo isso, devemos aprender a conviver da melhor maneira possível com o que não conseguimos modificar. Ou seja, devemos aprender a mentir de forma mais convincente e com menos culpa porque não adianta tentarmos combater o inevitável. Essa prática pode se tornar um ato libertador. Numa perspectiva darwinista, vivem melhor os que logram mentir com consciência tranqüila.
Carmem Lúcia
Porra, cansei de sonhar um mundo de nunca vou ter!
Cansei de mentiras, trapaças e dois canos fumegantes!
Cansei de estar onde não estou!!
Cansei de ações precipitadas e ansiedades medíocres...
Cansei de ficar cansado...
Revoltado?!?! Eu?!?! bom....parece que sim! Mas por que não?
Elogio da mentira
Dizer a verdade pode até ser uma virtude, mas virtude maior ainda é não dizer sempre a verdade. Quem nunca fez um elogio por pura cortesia que atire a primeira pedra. Os mais eufemistas dizem que contam apenas mentirinhas brancas, que não fazem mal a ninguém. Mas mentira é mentira. Não importa a cor.Apesar de não sermos educados para mentir, devíamos, ao menos, sofrer julgamento - já que ninguém está imune a isso - mais condescendente quando contamos uma mentirinha. Sim, porque da mentira ninguém escapa: ou o indivíduo é vítima de uma ou é o propagador dela. O que prova que a mentira está sempre presente em nossas vidas, introjetada em todos nós. O que não é tão condenável porque a verdade não seria uma virtude se não existisse a mentira. Então, se uma depende da outra, elas podem coabitar pacificamente um mesmo corpo, ou melhor, um mesmo conjunto de valores morais e éticos sem, necessariamente, se auto-excluírem. É possível que o vírus mentiri - cientificamente, a mentira deve receber uma nomenclatura similar a essa - já nos seja transmitido em nossa fase uterina pelo cordão umbilical porque aprendemos a mentir desde cedo. Quando bebês ainda. O choro de manha não é nada menos que indicação contrária à realidade. Isto é, mentira não-dita, mas encenada.Ao crescermos um pouquinho mais, aprendemos a fingir. Quando percebemos que uma farsa pode nos render mimos, guloseimas, brinquedos... fingimos que aquele resfriadinho besta é bem mais grave do que os adultos podiam supor. Mais premeditado que a manha, fingimento é uma variação da mentira também.Ao freqüentarmos a escola, aprendemos a mentir em meio coletivo. Afinal, a função social da escola é essa: prepararnos para o convívio com outras pessoas que não nossa família. Enganamos nossos pais sobre nossas faltas e notas; aprendemos a falar mal do coleguinha, fazendo afirmações infundadas; negamos ter "colado" na prova... Enganar, falar mal sem fundamento e negar a verdade são diversas ações denotadas por verbos, simbolizando mentira, o substantivo. Na adolescência, começamos a namorar, o que significa acreditarmos que já estamos aptos a fazer tipo, disfarçar emoções, esconder ciúme e jurar fidelidade. Realmente, a mentira possui várias facetas.No momento em que acreditamos ter alcançado a maturidade - lá pelos catorze, quinze anos -, nos tornamos mais ardilosos. É a fase em que queremos nos assumir como adultos para namorar, sair com a galera para curtir a night e, ao mesmo tempo, avocar nossa condição infantil quando os assuntos em pauta são: trabalho, responsabilidade e pagamento de contas. Puro ardil. Ardileza é a mentira combinada com estratagemas, também conhecida por astúcia.A omissão merece um parágrafo à parte. Essa é a variação da mentira que nos deixa mais confortáveis. É difícil precisar em que época de nossas vidas ela se infiltra, instalando-se. A ausência de ação nos faz acreditar que não temos responsabilidade com o assunto. Os juristas consideram a omissão como "ato ou efeito de não fazer aquilo que moral ou juridicamente se devia fazer". Logo, a ausência de ação (não-ato) se transforma em ato de não fazer, ou seja, não fazemos e fazemos não fazer?!! Que complexo! E tudo isso sob a égide da moralidade, que nos pressiona e controla, e sob a ótica jurídica, com a qual devemos tomar muito cuidado. Enfim, a omissão não é tão irrelevante quanto aparenta. Parece mais uma armadilha. Nada como a mentira pura e simples.Depois dos 18 anos, a mentira entra na fase adulta e começa a pesar em nossas costas. E, a partir de então, passamos a ser legalmente responsáveis pelo que fazemos e o que dizemos tem importância maximizada. Mas aí já é tarde demais, devido ao uso exagerado e perpetuado no decorrer dos anos, aquela que é conhecida por ter pernas curtas já está arraigada em nossa personalidade e nos acompanha por todos os ambientes. E assim, à medida que avançamos na idade, nos enroscamos mais na envolvente teia da mentira e retrocedemos na prática de dizer a verdade.Por tudo isso, devemos aprender a conviver da melhor maneira possível com o que não conseguimos modificar. Ou seja, devemos aprender a mentir de forma mais convincente e com menos culpa porque não adianta tentarmos combater o inevitável. Essa prática pode se tornar um ato libertador. Numa perspectiva darwinista, vivem melhor os que logram mentir com consciência tranqüila.
Carmem Lúcia
segunda-feira, março 28, 2005
Bom...essas mulheres!!! ai ai...
Lady and Gentleman....
Cora Coralina....
Relax...and...Enjoy...
Não Sei
(Cora Coralina)
Não sei... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vive
mostem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
Mas que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar.
Cora Coralina....
Relax...and...Enjoy...
Não Sei
(Cora Coralina)
Não sei... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vive
mostem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
Mas que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar.
quinta-feira, março 24, 2005
Política....Sexo?!?!?! Bom, Arnaldo Jabor...
Olha só....estava completamente "sóbrio" (isso mesmo...vc leu certo!!!!) quando li este texto...e gostei!!!!
Muito bom!
Mudanças...mudanças....
AMORES MAL RESOLVIDOS
(ARNALDO JABOR)
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade destepovaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outrostrazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimo tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporoucompletamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que issoacontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico noassunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar,talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amor es. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos,passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos ossabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
Muito bom!
Mudanças...mudanças....
AMORES MAL RESOLVIDOS
(ARNALDO JABOR)
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade destepovaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outrostrazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimo tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporoucompletamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que issoacontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico noassunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar,talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amor es. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos,passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos ossabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
terça-feira, março 22, 2005
=D
A um passarinho
Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis.
Deixa-te de histórias
Some-te daqui!
in Poemas, sonetos e baladas
in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: "O encontro do cotidiano"
Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!
Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis.
Deixa-te de histórias
Some-te daqui!
in Poemas, sonetos e baladas
in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: "O encontro do cotidiano"
segunda-feira, março 21, 2005
É grande?!?!? Cara...É!!! Mas leia....vale a pena!!
---SEM COMENTÁRIOS---
Invocação à mulher única
Tu, pássaro – mulher de leite! Tu que carregas as lívidas glândulas do amor acima do sexo infinito
Tu, que perpetuas o desespero humano – alma desolada da noite sobre o frio das águas – tu
Tédio escuro, mal da vida – fonte! jamais... jamais... (que o poema receba as minhas lágrimas!...)
Dei-te um mistério: um ídolo, uma catedral, uma prece são menos reais que três partes sangrentas do meu coração em martírio
E hoje meu corpo nu estilhaça os espelhos e o mal está em mim e a minha carne é aguda
E eu trago crucificadas mil mulheres cuja santidade dependeria apenas de um gesto teu sobre o espaço em harmonia.
Pobre eu! sinto-me tão tu mesma, meu belo cisne, minha bela, bela garça, fêmea
Feita de diamantes e cuja postura lembra um templo adormecido numa velha madrugada de lua...
A minha ascendência de heróis: assassinos, ladrões, estupradores, onanistas – negações do bem: o Antigo Testamento! – a minha descendência
De poetas: puros, selvagens, líricos, inocentes: O Novo Testamento afirmações do bem:
dúvida(Dúvida mais fácil que a fé, mais transigente que a esperança, mais oporturna que a caridade
Dúvida, madrasta do gênio) – tudo, tudo se esboroa ante a visão do teu ventre púbere, alma do Pai, coração do Filho, carne do Santo Espírito, amém!
Tu, criança! cujo olhar faz crescer os brotos dos sulcos da terra – perpetuação do êxtase
Criatura, mais que nenhuma outra, porque nasceste fecundada pelos astros – mulher! tu que deitas o teu sangue
Quando os lobos uivam e as sereias desacordadas se amontoam pelas praias – mulher!
Mulher que eu amo, criança que amo, ser ignorado, essência perdida num ar de inverno.
Não me deixes morrer!... eu, homem – fruto da terra – eu, homem – fruto da carne
Eu que carrego o peso da tara e me rejubilo, eu que carrego os sinos do sêmen que se rejubilam à carne
Eu que sou um grito perdido no primeiro vazio à procura de um Deus que é o vazio ele mesmo!
Não me deixes partir... – as viagens remontam à vida!... e por que eu partiria se és a vida, se há em ti a viagem muito pura
A viagem do amor que não volta, a que me faz sonhar do mais fundo da minha poesia
Com uma grande extensão de corpo e alma – uma montanha imensa e desdobrada – por onde eu iria caminhando
Até o âmago e iria e beberia da fonte mais doce e me enlanguesceria e dormiria eternamente como uma múmia egípcia
No invólucro da Natureza que és tu mesma, coberto da tua pele que é a minha própria – oh mulher, espécie adorável da poesia eterna!
Rio de Janeiro, 1938
in Novos Poemas
in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: "A saudade do cotidiano"
Invocação à mulher única
Tu, pássaro – mulher de leite! Tu que carregas as lívidas glândulas do amor acima do sexo infinito
Tu, que perpetuas o desespero humano – alma desolada da noite sobre o frio das águas – tu
Tédio escuro, mal da vida – fonte! jamais... jamais... (que o poema receba as minhas lágrimas!...)
Dei-te um mistério: um ídolo, uma catedral, uma prece são menos reais que três partes sangrentas do meu coração em martírio
E hoje meu corpo nu estilhaça os espelhos e o mal está em mim e a minha carne é aguda
E eu trago crucificadas mil mulheres cuja santidade dependeria apenas de um gesto teu sobre o espaço em harmonia.
Pobre eu! sinto-me tão tu mesma, meu belo cisne, minha bela, bela garça, fêmea
Feita de diamantes e cuja postura lembra um templo adormecido numa velha madrugada de lua...
A minha ascendência de heróis: assassinos, ladrões, estupradores, onanistas – negações do bem: o Antigo Testamento! – a minha descendência
De poetas: puros, selvagens, líricos, inocentes: O Novo Testamento afirmações do bem:
dúvida(Dúvida mais fácil que a fé, mais transigente que a esperança, mais oporturna que a caridade
Dúvida, madrasta do gênio) – tudo, tudo se esboroa ante a visão do teu ventre púbere, alma do Pai, coração do Filho, carne do Santo Espírito, amém!
Tu, criança! cujo olhar faz crescer os brotos dos sulcos da terra – perpetuação do êxtase
Criatura, mais que nenhuma outra, porque nasceste fecundada pelos astros – mulher! tu que deitas o teu sangue
Quando os lobos uivam e as sereias desacordadas se amontoam pelas praias – mulher!
Mulher que eu amo, criança que amo, ser ignorado, essência perdida num ar de inverno.
Não me deixes morrer!... eu, homem – fruto da terra – eu, homem – fruto da carne
Eu que carrego o peso da tara e me rejubilo, eu que carrego os sinos do sêmen que se rejubilam à carne
Eu que sou um grito perdido no primeiro vazio à procura de um Deus que é o vazio ele mesmo!
Não me deixes partir... – as viagens remontam à vida!... e por que eu partiria se és a vida, se há em ti a viagem muito pura
A viagem do amor que não volta, a que me faz sonhar do mais fundo da minha poesia
Com uma grande extensão de corpo e alma – uma montanha imensa e desdobrada – por onde eu iria caminhando
Até o âmago e iria e beberia da fonte mais doce e me enlanguesceria e dormiria eternamente como uma múmia egípcia
No invólucro da Natureza que és tu mesma, coberto da tua pele que é a minha própria – oh mulher, espécie adorável da poesia eterna!
Rio de Janeiro, 1938
in Novos Poemas
in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: "A saudade do cotidiano"
domingo, março 20, 2005
Família....Sempre é bom!!!

Hoje, vou postar uma fotinha de alguns dos meus priminhos!! Começando da esquerda: Gabriel, Andrezza, Guilherme, Marcela, Mateus, Marina, Camila, Carol, Baxinha, Victor, Mariana, Renata, Gabizinha, Euzão, Luiz Fernando e Igor. SHOW GALERA!!!
O riso
Aquele riso foi o canto célebre
Da primeira estrela, em vão.
Milagre de primavera intacta
No sepulcro de neve
Rosa aberta ao vento, breveMuito breve...
Não, aquele riso foi o canto célebre
Alta melodia imóvel
Gorjeio de fonte núbil
Apenas brotada, na treva...
Fonte de lábios (hora
Extremamente mágica do silêncio das aves).
Oh, música entre pétalas
Não afugentes meu amor!
Mistério maior é o sono
Se de súbito não se ouve o riso na noite.
sábado, março 19, 2005
Meu Pai....
Este é o Joãozinho!!! Meu PAIZÃO!!! O cara que mais adimiro no mundo!!! Um exemplo de ser humano, de pessoa e de atitude!!! Sou fã deste cara!!
Pai te amo muito!!! Felicidades!!!
Que Deus possa sempre te abençoar.....
Um beijo do filhão
obs: Tá, tá, sei que o poeta fez para uma mulher (....dãããããã...) mas este Soneto é muito show!!!
E é de aniversário....heheheheh....beijos a todos!!!
Soneto de aniversário
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece....
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Rio de Janeiro, 1942
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